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Comissão recebe do CRM o resultado de Sindicância

Conselho vota pelo arquivamento do processo, que acusa médicos de irregularidades no atendimento à paciente  Conselho vota pelo arquivamento do processo, que acusa médicos de irregularidades no atendimento à paciente

O vice presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, vereador Edinho Grance (DEM),  foi informado oficialmente pelo  Conselho Regional de Medicina (CRM/MS) sobre o resultado da Sindicância, instaurada pelo órgão,  para apurar supostas irregularidades (negligência médica) cometidas durante o atendimento à paciente Yvy Stefani de Góes – gestante de alto risco – ocorrido dentro do Hospital Regional de Aquidauana, no dia 29 de agosto de 2017 – portanto, há mais de um ano.

Por unanimidade, o Conselho votou pelo arquivamento da sindicância, no entanto,  havia sido estabelecido o prazo de 30 dias, contados a partir da juntada do aviso de recebimento nos autos, para interpor  recurso junto  ao Conselho Federal de Medicina  contra a decisão do CRM, porém, não houve informação se familiares da vítima adotaram essa medida.

Conforme  decisão  da 1ª Câmara do Tribunal Regional de Ética Médica “não vislumbrou-se indícios de  infração ao Cem (Código de Ética Médica) por parte  dos médicos que prestaram atendimento a paciente [Yvy] e ao seu RN [Recém-Nascido]” (sic).

Os médicos, Luiz Roberto Peralta Marti, Laudison Perdomo Lara Spada, Irineu Barbero Vitório, Rubens Eduardo Anacleto Izidoro e Maria Cristina de Andrade Fuzer foram  inocentados  de infração ao Código de Ética Médica.

Essa denúncia, manuscrita, encaminhada  pela própria Lidiane ao vice-presidente da Comissão Permanente de Saúde da Câmara Municipal, vereador Edinho Grance (DEM), no dia 20 de setembro de 2017, foi lida em  plenário e depois enviada  ao diretor do hospital, Joacir  Gomes Mendes, a fim  de se tomar medidas legais sobre o caso.

 A denúncia, conforme se apurou, logo em seguida chegou às mãos do diretor clínico do hospital, médico Marcos Rogério, que a encaminhou, no dia o5 de outubro de 2017, ao CRM a fim de apurar  fatos narrados pela denunciante envolvendo dois médicos, que  atenderam  a paciente naquele dia.

O médico e corregedor do CRM, Dr. Alberto Cubel Brul Junior, após o recebimento da denúncia, por meio de ofício encaminhado à irmã da vítima, no dia 22 de novembro, pediu a ela, por escrito,  se havia interesse em  figurar como denunciante  no processo instaurado por esse órgão  (sindicância) para apurar supostas irregularidades cometidas durante o atendimento a paciente  - que foi prontamente aceito.

O mesmo processo investigatório foi instaurado pelo MP (Ministério Público ) estadual após o recebimento da denúncia por parte dos familiares da vítima.

Contudo, por decisão soberana e unânime dos conselheiros, o processo foi “sepultado”, por não existir evidências de violação  ao Código de Ética Médica.

  O caso 

 Gestante de alto risco, Yvy vinha sendo acompanhada pelo médico Luiz Marti até o fim do seu pré natal.  Depois de nove meses  de gestação,  o médico a encaminhou ao hospital no dia 29 de agosto a fim de se  submetida ao  trabalho de parto pelo profissional de plantão.

O médico de plantão,  Irineu Barbero Vitório,  no entanto, após examiná-la,  disse que a paciente ainda não se encontrava em trabalho de parto e pediu a ela que aguardasse no dia seguinte o próximo plantonista.

Ainda segundo a denúncia, Rubens Eduardo Anacleto Izidoro, que assumiu o plantão no dia posterior, em conversa com a irmã da paciente, se recusou a efetuar o procedimento, ou seja, parto dela.

  “Não vou assumir esse risco; eu não te conheço”, teria declarado o plantonista. Ela, porém, disse ao médico, que a irmã  estava perdendo um “líquido estranho com aspecto de fezes”. Ele, no entanto, tornou a declarar, que não faria o parto da gestante.

Contudo, nervoso, por telefone,  Rubens Eduardo  teria dito  que Irineu Barbero “não  poderia deixar esse tipo de caso para ele”.  Irineu, então, retornou  ao  hospital às 10h30 para realizar o parto – procedimento realizado com o auxílio do plantonista.

De acordo com a irmã, o  parto durou aproximadamente duas horas, porém, ela percebeu que havia algo errado. A enfermeira, conforme descreveu, passou correndo com o bebê para uma sala ao lado.

“Fui até  ela [enfermeira] e perguntei o que estava acontecendo. Ela respondeu que estava tudo bem com a criança, que se encontrava na incubadora para  melhorar a respiração. Até o fim do dia iria para o quarto com a mãe”, contou.

Entretanto, informou, isso não aconteceu e o bebê piorou. Ela, por sua vez,  chamou seus familiares após ser comunicada pela pediatra, que o recém-nascido precisaria ser encaminhado às pressas para Campo Grande por considerar o seu estado clinico grave.

 “Ele tinha feito cocô na barriga da mãe e ‘inalou’ a ponto de afetar o pulmão”, acrescentou. Segundo a irmã da paciente, em razão de forte pressão de familiares e amigos, o bebê foi levado para Campo Grande por conta do seu estado crítico, o qual permaneceu 15 dias internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva)  até a sua recuperação.

 

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